Em aproximadamente 5.500 a.C os povos egípcios formaram comunidades as margens do rio Nilo. Esses primeiros caçadores coletores egípcios trocaram o estilo nômade de sobrevivência arando as terras próximo ao Nilo. Ether Santaella, editora do livro, “ Pirâmides e soberanos do Egito” destaca que estas primeiras civilizações egípcias ergueram arcaicas construções de diques. A ideia era o transporte de água em regiões mais distantes do rio.

Os ritos religiosos destes antigos egípcios eram cultuados através de um chamado divino à deusa Hapi. A divindade egípcia evocada à beira do rio mantinha a tez masculina, semblante de cor oliva, com  azul celeste, e adorno em papiro. A deusa Hapi, em formato de toten era evocada pelos antigos egípcios como forma de presente divino nas águas do Nilo.

De acordo com Santaella o início do período faraônico, chamado de arcaico, foi liderado pelo faraó Menés. A cultura faraônica tem como berço a capital de Mênfis, as margens do antigo Nilo. Em cerca de 3.100 a.C Menés anexou a cidade de Tinis próximo ao Nilo ao seu território. A unificação estrategista promovido pelo faraó consolidou grandes conquistas territoriais através da união dos reinos do alto e baixo Egito.

O povo Egípcio neste período histórico testemunhou grandes transformações culturais, sociais, arte e religião. Casado com Neithhotep o legado de Menés ascendeu uma cultura de prosperidade  e grandes celebrações sociais. As várias expedições marítimas e terrestres em busca de pedras, ouro e cobre consolidou de forma genuína o poder e o reinado do faraó. O nome do faraó Menés era associado ao rei Narmer e mantinha o significado de “ aquele que perdura”. Segundo o historiador Egípcio, Marc Vaumroop, citado no World Encicloped a  paleta de Narmer, tabuleta cerimonial de Siltito, etiqueta de Nagada, e as impressões do selo de Abidos foram  perpetuados como pertencentes as conquistas do rei Menés. Estudos indicam que o túmulo do faraó Menés está localizado em Abidos, antigo Egito.

Segundo artigos históricos os primeiros faraós egípcios eram enterrados em túmulos semelhantes as pirâmides ou mausoléus. As mastabas, ornadas em pedras e tijolos de barro serviram como primeiras tumbas mortuárias do antigo Egito.

Construída pelo faraó Djoser em aproximadamente 2630 a.C e 2613 a.C a pirâmide de Meidum foi construída na terceira dinastia. A pirâmide é reconhecida como um dos primeiros projetos arquitetônicos do antigo império Egípcio. A estrutura era revestida em areia com as fundações sem as colocações de pedras. Dados históricos afirmam que a pirâmide desabou. Na atualidade a pirâmide é chamada de a “ pirâmide desmoronada”. Segundo o historiador Egípcio, Marc Vaumroop, citado no World Encicloped não há indícios históricos que indiquem o desmoronamento da pirâmide.

Segundo a historiadora, Bárbara Watterson,  em cerca de 2613 a.C e 2589 a.C o faraó Snefru construiu as pirâmides curvada e a pirâmide vermelha. Ainda neste período as obras faraônicas se tornaram cultuadas como obras divinas. O arquiteto do faraó Djoser construiu um templo que remetia uma pirâmide com pedras na parte central. O sarcófago do rei foi ornada em degrau,  pedra sobre pedra e mastabas elevando a figura do rei. A ideia era ascender o túmulo em um plano divino.

A preservação da alma em um corpo mumificado mantinha o rito e a tradição religiosa do antigo Egito. A conservação dos corpos no antigo Egito eram mantidos através da mumificação. Os corpos eram postos em mastabas e bancos de pedras. As pirâmides foram construídas como sarcófagos destinados aos faraós. A ideia era a elevação suprema da alma do soberano sobre o seu povo. Eram permitidos aos súditos do rei, pessoas comuns, e com elevadas tradições sociais, construirem pequenas pirâmides ao lado do soberano. As lápides construídas próximo ao sarcófago do faraó almejava a elevação da alma do súdito ao paraíso eterno.

A pirâmide de Degraus ou escalonada foi construída pelo faraó Djoser. O líder Egípcio da terceira dinastia ergueu a arquitetura faraônica em Mênfis complexo de Saqqra. A obra datada aproximadamente entre o séc. XXVII a.C mantinha um terreno de cerca de 150.965 m2. A arquitetura de Djoser era envolto em um muro de pedra de aproximadamente 9 metros de altura. O revestimento da pirâmide mantinha pedras de calcário em calcário branco. A obra apresentava um vasto portal localizado no lado sul com várias colunas. A pirâmide de Degrau se mantém até os dias atuais. O monumento é uma das grandes construções da atualidade pertencentes do antigo Egito. As pirâmides de Queóps, Quefrem e Miquerinos, em paralelo à tradição ao Deus Solrá, foram erguidas na 4° dinastia entre a.C 2580 e 2560 a.C. Conhecidas como uma das pirâmides de Queóps a construção foi elevada em calcário e granito e serviram como tumba mortuária do faraó Queóps. Historiadores afirmam que a pirâmide de Miquerinos possui o menor tamanho das pirâmides de Queops ou Gizé. A câmera mortuária foi erguida como tumba do faraó Miquerinos pertencente a 4° dinastia Egípcia. A pirâmide de Quefrem manteve o mesmo nome do faraó. O faraó Quefrem era filho do faraó Queóps e seu reinado foi entre 2520 a.C e 2494 a.C. A localização da pirâmide também é no Planalto de Gizé, Egito.

Localizado há aproximadamente 700 km ao sul do Cairo, Luxor, apresenta a maior quantidade de monumentos das antigas dinastias egípcias. Fundada em 1.400 a.C o templo de Luxor foi construído no período do faraó Amenófis III e Ramessés II. Escritos históricos do período greco-romano e faraônico são mantidos envoltos em pedras em seu interior. Deir-el Bahri, Ramesseum, Medinet Habu e Karnak são monumentos anexos à Luxor. De acordo com dados históricos o templo de Karnak era um polo, e ponto de apoio de Alexandre o grande em suas incursões beligerantes. Karnak, Deir-el Bahri, Ramesseum e Medinet Habu foram monumentos construídos na era faraônica e se mantém anexos ao templo de Luxor.

A tradição histórica dos antigos reinados egípcios teve como protagonista proeminente a figura imperiosa da rainha  Nefertiti. A mulher do faraó Amenófis IV, reinou no império Novo entre 1370 e 1330 a.C. Com a morte do faraó Amenófis IV, também chamado de Aquenaton, Nefertiti passou a usar o codinome Neferneferuaten.

  Com apenas 10 anos de idade, Tutancâmon, faraó da 18° dinastia e filho de Aquenaton foi coroado ao trono entre 1341a.C e 1323 a.C. O nome  Tutancâmon tinha como significado a imagem viva de Aton. E Tutancâmon a imagem viva de Amom.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *